E hoje aqui na solidão do meu quarto, no escuro dos meus pensamentos eu relembro os dias de alegria os dias de felicidade ao seu lado, lembro-me de cada detalhe de cada momento que vivemos. É como se não tivesse se passado anos, é como se os momentos tivessem acontecido ontem, ainda me lembro de você com tanta ternura que às vezes não acredito que venha de mim, por mais que eu tente te esquecer é impossível esquecer quem me fez viva por alguns meses, é impossível apagar da minha memória os meses mais felizes da minha vida. É tão difícil de me perdoar, difícil me perdoar pela última briga que tivemos tudo por quê? Por ciúmes bobos, por coisa pequena, me arrependo de cada palavra dita, me arrependo de ter te mandado embora, pois sei que se não tivesse brigado, se não tivesse mandado você embora hoje estaríamos juntos. Sei que se não tivesse dito “vai eu não te quero mais aqui” você teria ficado e lutado mais um pouco, mais eu te escorracei porta a fora, e você nunca mais voltou, e eu nunca vou me perdoar por isso, se não tivesse mandado você embora, você ainda estaria vivo ao meu lado, foi um com poucas palavras que eu te matei. O jeito como você foi embora, saiu daqui cantando pneus, acelerando, eu bem que pensei “deveria ligar e pedir desculpas, mais não vou, ele fez errado agora vai pagar um pouco, amanhã eu ligo” e esse amanhã nunca chegou você nunca voltou e jamais voltará. Só peço que me perdoe onde você estiver, e que saiba que não queria perdê-lo assim, não queria que nossa história terminasse dessa maneira, já se passaram mais de três anos e todas as noites eu me pego a pensar em você, me pego a chorar por ter te mandado embora, me culpo por não ter te ligado e dito que te amava que era só ciúmes, me arrependo de todas as palavras que disse e não disse naquela noite, espero que me perdoe e que algum dia a gente volte a se encontrar. Eu te amo, e sempre irei te amar. (SDI)